Olá pessoal!
Fiz uma viagem incrível de Manaus até a Ilha de Margarita de carro! Quero compartilhar com vocês cada momento e espero que possa dar dicas super bacanas pra quem também deseja fazer esse tipo de viagem até lá.
Viagem para Ilha de Margarita
Roteiro: Manaus – Boa Vista –
Pacaraima – Santa Elena de Uairen – Puerto La Cruz – Isla de Margarita
Então, vamos lá!
Essa foi uma daquelas viagens
tipo... não programadas, sabe?! Pois é. Viajamos em um grupo de cinco pessoas.
Tudo pra cima da hora.
Antes de viajar, é claro,
pesquisamos do que iríamos precisar como documentação e logo teve toda aquela
burocracia. Tomar vacina contra febre amarela e depois trocar seu cartão de
vacina nacional (aquele que os postos de saúde dão) pelo cartão de vacina
internacional – um saco (porque odeio vacinas, injeções, agulhas... argh!).
Depois o carro, é preciso de um “nada consta” retirado pelo proprietário do
veículo no Detran (isso quer dizer que se seu carrinho tiver multa – tchau
Venezuela!) Ah, ta! Esqueci o mais importante, não é necessário apresentar
Passaporte para ir até a Venezuela. Você pode entrar no país apenas com seu RG
Civil.
Bom, saímos de Manaus no dia
22/06/2014 e pegamos estrada. Devido estarmos em tempo de Copa nossa viagem se
estendeu muito por causa das paradas para assistir aos jogos do Brasil.
Enfim, BR 174 até Rorainópolis
(cidadezinha que fica antes de Boa Vista). Chegamos lá a noite e pernoitamos
por lá em um hotel por nome Amazônia. Logo na entrada do município já é
possível avistá-lo – logo sabe-se que o município é bem pequeno mesmo.
Acordamos bem cedinho no dia
seguinte (aff! Detesto acordar cedo), acho que umas cinco da matina, tomamos
café e seguimos viagem. De Rorainópolis até Boa Vista – paramos lá por causa do
bendito jogo do Brasil e acabamos por pernoitar em Boa Vista também.
Boa Vista é uma cidade bem
organizada, pequena, mas planejada e limpa. Sobre hotéis, lá você tem várias
opções, ficamos no Aipana (mas só recomendo se você tiver a fim de gastar uma
grana a mais por um lugar aconchegante, confortável e bonito).
Em Boa Vista também acordamos bem
cedinho no dia seguinte e seguimos para Pacaraima (fronteira Brasil –
Venezuela). É importante que você pare em Pacaraima para fazer o câmbio do real
para o bolívar, pois depois que atravessar a fronteira não é mais seguro
cambiar. No dia pegamos um câmbio bem bacana – 28/1. Isso quer dizer que R$
1,00 eram 28 Bvs. Se você vai só para passear não precisa levar muito dinheiro,
mas se for comprar, aí é outra história! Enfim, você nunca vai conseguir trocar
todo o seu dinheiro em real por Bolívar em um só lugar porque é muita nota. Por
acaso, enquanto almoçávamos, encontramos um cara que cambiava (seguro) e tinha
em grande quantidade. Mas no geral qualquer loja em Pacaraima faz o câmbio. Ah!
Na fronteira (onde tem as bandeiras Brasil – Venezuela), sempre ficam uns caras
(os cambistas) oferecendo cambio – trocamos pouco com eles porque achamos que
trocar em grande quantidade com eles não era seguro.
Logo a frente, é possível ver a
Aduana de Santa Elena de Uairén – lá você precisa parar para dar entrada na
Polícia Federal Brasileira de que você está saindo do Brasil (basta apresentar
seu RG e informar para onde está indo), depois o motorista (proprietário do
veículo) deverá ir até o SENIAT apresentar os documentos do carro e os dele,
eles expedirão um documento do carro e do motorista para entrar no país, só
então depois você irá até o SAIME (é o órgão que cuida dos turistas de outros
países), lá você vai apresentar seu RG e informar seu destino (lá os
funcionários são venezuelanos, então é importante que você faça o bonzinho pra
eles irem com a tua cara), depois disso eles vão expedir um papel assinado e carimbado
por eles (de agora em diante esse será seu “RG” turístico para qualquer efeito
dentro da Venezuela). Leve seu cartão de vacina e seu RG!!!!
Devido a toda essa burocracia,
demoramos muito tempo, porque o SENIAT fecha as 11h30min (horário local) e só
abre de volta as 14h00min e nos alertaram que é muito perigoso viajar por lá a
noite (e é mesmo!). Então, pernoitamos em Santa Elena numa pousada por nome
“Cabañas Roraima”, acho que é uma das melhorzinhas que tem por lá e é bem
barato na moeda local. Importante: depois que você passa para a Venezuela seu
chip brasileiro de telefone celular não lhe servirá, logo você só tem como
opção para se comunicar com o Brasil a internet. Por isso, é importante
pernoitar ou ficar mesmo em um hotel/pousada que te ofereça internet. Nesse
lugar tem.
Nessa pousada encontramos um
conhecido que nos deu algumas dicas e alertas e também um guia turístico. Não
tínhamos nenhum mapa, nem nada! E esse guiazinho dele nos ajudou pra caramba!
Sério, estávamos perdidos sem ele.
Não recomendo fazer compras em
Santa Elena, pois o preço das coisas não diferenciam muito do real para o
Bolívar uma vez que eles igualam para não sair perdendo – espertinhos!
De Santa Elena partimos cedinho.
Pegamos estrada mesmo! O dia todo praticamente. Logo no início da estrada você
já vai vendo as serras. As serras são muito perigosas porque tem muitas curvas
fechadas, é preciso muita atenção e cuidado. Até chegar em Puerto La Cruz (onde
pegamos o ferry para atravessar o oceano e chegar na Ilha de Margarita),
passamos por várias cidadezinhas, a distância de uma pra outra em Km é bem
grande, por isso você deve evitar paradas durante a viagem para chegar em dia
ainda lá. Paramos em Upata para almoçar
(foi um horror, a comida venezuelana é ruim demais!) e seguimos viagem.
Já início de noite chegamos em
Puerto La Cruz com a esperança de comprar os bilhetes pro ferry para o mesmo
dia. Mas não deu certo. A fila para comprar era enorme e só tinha ferry para o
dia seguinte, por este motivo tivemos que pernoitar em Puerto La Cruz.
Sobre os ferrys: são navios-balsas
que transportam veículos e passageiros. Lá existem duas companhias de ferry – a
Conferry e a Navibus. Você pode escolher qualquer uma para viajar. Só viajamos
de Navibus, tanto na ida quanto na volta, porque era a única que tinha
transporte para o veículo no mesmo dia que nós íamos.
No outro dia pegamos o ferry, ao
entardecer e depois de algumas horas de viagem chegamos à noite em Ilha de
Margarita. Como não conhecíamos nada por lá, tivemos sorte de encontrar dois
casais de brasileiros (dentro do ferry) que nos levaram até um hotel onde
sempre ficam na Ilha.
Sobre os hotéis e casas na Ilha:
acreditam que todos ou quase todos são sempre mobiliados, incluindo fogão, utensílios
de cozinha, geladeira, esse tipo de coisa.
Ficamos em hotel maravilhoso que
agora não recordo o nome e que fica bem perto do centro da cidade. Lá você tem
a opção de escolher hotel próximo à praia (pra quem deseja ficar perto da praia
pra poder se deslocar até ela com mais facilidade) ou próximo do centro da
cidade (pra quem deseja fazer compras ou ir aos shoppings, pois fica mais
perto).
Conhecemos alguns shoppings e o
que mais gostei foi o Sambil. É bem amplo, possui várias opções de
restaurantes, lojas, tem um “aquário” muito lindo por sinal! Vale a pena ir lá. Como estamos
acostumados com o horário de Manaus, deixamos pra ir ao shopping umas sete da
noite pra comer, quando chegamos o shopping já estava fechando! Fica a dica pra
quem achar que por lá os lugares ficam abertos até mais tarde, estão enganados.
Aliás, tudo fecha muito cedo lá, inclusive as lojas do centro da cidade fecham
para o horário de almoço também, então você deve se programar.
Conhecemos algumas praias da
Ilha, mas compramos um passeio para a Ilha de Coche. Dica: sempre compre os
passeios antecipados, dentro da sua programação, porque é difícil encontrar
passeios para o mesmo dia. Como não tinha passeio para o dia que queríamos
tivemos que esperar mais um dia para conhecer Coche.
Enfim de manhã cedo o translado
para o passeio nos pegou no hotel nos levou até o barco que nos atravessou – é tudo
de bom! Em Coche você pode fazer o mergulho com os peixes ou andar de
quadriciclo pelas dunas, nós optamos pelo quadriciclo - também super recomendo! Almoçamos – almoço incluso
no passeio. Ao finalzinho do dia retornamos e o translado nos deixou de volta
no hotel.
Resolvemos ir à noite ao Parque
de Diversões que tem lá, gente é muito bom! Tem até kart! Brinquei em tudo o
que tinha direito. Vale a pena. Nesse parque também tem apresentação de
golfinhos durante a noite.
Dia seguinte, fomos ao parque
aquático El’agua – também muito bom! Tem um “insano” do estilo Beach Park só
que menor. Tem uma piscina que faz ondas, muito boa também. O ambiente é ótimo
e agradável, oferece almoço também.
De volta pra casa, não esqueça de
comprar sua passagem para o ferry com antecedência também, pois você corre o
risco de não pegar vaga para o seu carro. Tiramos dois dias de volta pra casa
com pé na estrada direto!
Sobre a alimentação: como eu não gostei do comida venezuelana e
nem as pessoas que estavam comigo, nós preferimos comprar em supermercado os
ingredientes e fazer no hotel a nossa
própria comida, só assim a gente conseguiu se alimentar direito, rs.
Espero ter ajudado e poder ter
conseguido transmitir um pouco dessa maravilha que foi conhecer a Ilha! E
pretendo voltar mais vezes lá.
Beijos,
Lu.